quarta-feira, 22 de junho de 2016

Despedida dos 39

Hoje é meu último dia com 39 anos.
Primeiro dia de férias!
E a alegria é imensa!
Primeiro, porque se der tudo certo amanhã faço 40 e entro na idade da loba! Auuuuuu...
Mas dando um tempo de tudo, relembrei muita coisa e a gratidão veio forte.
Com certeza, às pessoas que me puseram neste mundão louco: Otávio e Fátima!
No mundo de inflação, ditadura, pós-ditadura, pobreza, criar uma filha nestas condições é tarefa para poucos! E aqui estou eu, graças aos esforços dos dois!
Minha mãe sempre dedicou o seu melhor: carinho e atenção, incondicional!
Meu pai: seu trabalho para nos sustentar e sua força, física e espiritual, para manter a família! Até hoje me pergunto como ele conseguia passear com a gente nos braços, aos finais de semana em São Paulo? O cara trabalhava muitas horas extras por dia e no final de semana estava disposto para nos levar para passear...fosse à pé, de ônibus ou de carro velho! Gratidão imensa!!!!
Eu tive o prazer de aprender um pouco de piano na infância e isso me despertou para o refinado mundo da música clássica: Johannes Brahms, Chopin, Bach, Vivaldi e tantos outros!
E tive uma irmã que trouxe tanta alegria para minha vida, que é impossível dissociá-la desse sentimento.
Ela sempre foi a menina do movimento, da novidade, da amizade e da alegria. E tive a sorte de desfrutar de tudo isso bem no início e continuo com a mesma sorte até os dias de hoje.
Na adolescência eu conheci as bibliotecas: Machado de Assis, Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Tolstoi, Dostoyevsky, Maiakosvky, Milan Kundera, Gabriel García Marquez, Graciliano Ramos, Shakespeare, Albert Einstein, Buda.
E tive grandes amigos, que talvez nem se lembram mais de mim, mas que fizeram grande diferença: Yurion, Paula e Tati.
A faculdade foi meio turbulenta, mas mesmo assim me fez conseguir um emprego estável e seguro, que era o que eu procurava no momento.
E a capacidade de me superar em todos os meus atrasos e conseguir passar em concursos.
Trouxe para a minha vida uma disciplina alemã e uma vontade surreal de superação.
Teve um tempo também para conhecer pessoas e cidades, e a cada uma delas eu devo um salve, porque foram experiências incríveis!
Na fase adulta, mesmo vindo do nada consegui comprar o meu lar, sozinha. Para muitos isso pode não significar grande coisa, mas acredite, para mim é um feito sobrenatural!
Cuidei de cinco filhos peludos: Tetê, Tutuca, Shaolin, Fofa e Chandel. Com cada um, aprendi muita coisa. A postura, a matriarca, a doçura, o ser, as peraltices, a individualidade, a personalidade, a inteligência única, o aconchego, o carinho, a afetividade, o amor, as doenças, a morte...
E fiz outra faculdade, que me possibilitou testar minha paciência, minha capacidade de resiliência e persistência, porque tudo aconteceu enquanto eu estava naquele curso.
Meu coração ficou devastado com um término, minha mãe adoeceu gravemente, conheci o amor da minha vida e fiz uma grande amiga: Paty e eu adoeci.
Mudei de trabalho, e por um tempo foi muito gratificante, mas depois veio o sentimento de que é preciso mudar...de novo.
Conheci o maior amor da minha vida: Élvis! Com ele aprendi que posso ser amada só por ser eu mesma, sem invenção, sem máscara, de cara lavada ou não. Aprendi que persistir é preciso, que "comigo é a guerra" e que autoestima é uma das coisas mais importantes do mundo! Élvis, meu amor, minha eterna gratidão!!!!!
Quase perdi minha vida, dois meses em coma induzido, revivendo o mito da Bela Adormecida e com meu príncipe desesperado - procurando me acordar de todas as formas.
Mas a vida, na sua infinita bondade, me proporcionou uma ressuscitação e aqui estou eu, prestes a fazer os 40!
Conheci pessoas no trabalho que marcaram minha forma de ver o mundo: Cacá, Marco, Sônia, Marília e Bete.
E falando em amizades: Marcos e Roberta, vocês têm sido fenomenais!
E ultimamente tenho aprendido a dançar, não que a vida já não tivesse me ensinado, mas agora com mais harmonia, ritmo e lazer: Priscila e Liliam, minhas lindas professoras de dança, mulheres empoderadas que empoderam outras!
Nestes 40 anos, vivi e senti muita coisa e finalmente tenho muito orgulho de mim.
Vim do nada e para ele voltarei, mas construi tanta coisa, num mundo interno tão rico e fantástico!
E descobri que para mim, desculpem os outros, mas The Smiths é a banda do século!!! A banda que cantou que pessoas "estranhas", "esquisitas" e "tímidas" são ótimas!
E tem minha coach Aline me ensinando muitooooo agoraaaa!!!
Um brinde à vida, à gratidão e à toda jornada, porque no fundo, o importante mesmo é o caminhar, as pessoas que você encontra neste caminho e tudo o que você aprende com ele!
Salve!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O problema do trabalho

Escolher um trabalho deveria ser uma atividade normal: você se senta perante todas as opções possíveis (e não são poucas!), tem uma ideia básica sobre seus gostos pessoais, tenta encaixar as opções em seus gostos e pronto! Só que não!
No meu caso, nunca fui hábil para escolher um trabalho pelo qual fosse apaixonada.
Perto dos quarenta, ainda não me cansei de tentar encontrar. Muitos teriam vergonha de assumir, mas continuo perdida nisso.
Fiz duas faculdades, estou na segunda especialização, já fiz tanta coisa e continuo perdida.
Não sinto ódio pela minha atividade laboral, mas não sinto amor.
É uma relação de comer beterraba: você sabe que precisa, tem sua importância, mas não é pizza, definitivamente!
Eu faço o que precisa ser feito, mas não aquilo que gosto de fazer.
E quantos estão comigo nessa?
E por que não conseguimos mais facilmente exercer funções mais compatíveis com o que somos, respeitando nosso jeito?
O mundo de Maia ainda existe aqui e agora.
Você se ilude com o dinheiro, com o sucesso, com a carga horária, com o salário, com os tantos quereres do seu pensamento, com o ideal dos outros e se esquece de perguntar para si mesmo, o si lá de dentro se aquilo é um desejo profundo e sincero da sua alma.
E de tanto esquecer de perguntar, você já não a ouve.
Até que um dia ela cansa e vai embora mesmo.
Fica um vazio e uma depressão.
E a você sente um mal estar indefinido e vai rotulando: deve ser excesso de trabalho, excesso de trânsito, de gente, de problema, de tudo.
Quando na verdade é falta ...falta de você mesmo!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Hoje ouvi novamente uma música:

"Always on my mind" -interpretação do Elvis Presley

Compositores: Johnny Christopher / Mark James / Carson Thompsom

"Maybe I didn't treat you,
Quite as good as I should have.
Maybe I didn't love you,
Quite as often as I could have.
Little things I should have said and done,
I just never took the time.
You were always on my mind.
You were always on my mind.

Maybe I didn't hold you,
All those lonely, lonely times.
And I guess I never told you,
I'm so happy that you're mine.

If I made you feel second best,
Girl I'm so sorry, I was blind.
You were always on my mind.
You were always on my mind.

Tell me.
Tell me that your sweet love hasn't died.
Give me.
Give me one more chance to keep you satisfied.
Satisfied.

Little things I should have said and done,
I just never took the time.
You were always on my mind.
You were always on my mind.

You were always on my mind.
You were always on my mind

Quando é tarde?Será que a gente realmente sabe quando é tarde para fazer as coisas que a gente podia ter feito?
Algumas pessoas dizem que é quando a gente perde, outras dizem que é quando a gente amadurece.
Mas quando é realmente tarde?
Existe um período em que não se pode mais voltar atrás? Ou que ficou completamente perdido num tempo-espaço?
"Pequenas coisas": um abraço, um sorriso, um chamego, uma palavra.
Ou "grandes coisas": lutar por uma causa que valha a pena.
Quando é tarde demais? Quando a esperança foi embora, quando você já não sabe mais a diferença entre o certo e o errado?
Quando dói muito? Quando tudo o  que mais importava foi embora?
Existe tarde demais?
Talvez para algumas coisas. E não para outras.
É bom não ter a sensação de que alguma coisa é tarde demais!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Política e a ação na vida de todos

Assistir à TV Senado é uma grande aventura.

O Senador José Serra-PSDB/SP, com o devido respeito a quem gosta e vota nele e ao que parece grande parte do Estado de São Paulo gosta (ainda bem que faço parte da minoria!) propôs a  PLS 274/2015, que  se tornará uma Lei Complementar, a qual estenderá o limite da aposentadoria compulsória para 75 anos a todos os servidores públicos.

Pois bem.

Os argumentos para isso é que a PEC da Bengala já é Lei e permite aos Ministros do Supremo Tribunal Federal permanecerem em seus cargos até os 75 anos. A expectativa de vida do brasileiro aumentou e que as pessoas, nesta idade, gozam de maturidade e experiência para continuarem trabalhando. Até aqui, fatos que não podem ser contestados.

No entanto, como todas as questões são complexas, não podemos simplesmente dizer que será assim e pronto, sem uma melhor reflexão.

Primeiro, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Da mesma forma, no serviço público as vagas não pipocam do dia para a noite. Os concurseiros que o digam. Teremos um exércitos de pessoas idosas trabalhando nas mais variadas funções, de um lado e do outro um exército de jovens vigorosos que não conseguem trabalho, esperando que se abra espaço. E, nos dias de hoje, em que a renovação é diária, imagine-se a complexidade de tarefas que o exército de velhinhos terá que, diuturnamente, realizar.

Se Deus quiser eu chegarei aos 75 anos, com força, habilidade, lucidez mental e inteligência. E espero que todos os que ocuparem seus cargos até lá também cheguem dessa forma. No entanto, não é isso que observo no dia-a-dia. O que vivo na realidade é o seguinte:

1) Com exceções, pessoas mais velhas têm muita dificuldade com o novo, seja para apreender ideias, ultrapassar conceitos ou manipular tecnologia;
2) Na sociedade da atualização e competição constante, a exigência de produção é contínua e se ela não produz a contento, alguém mais novo terá que realizar o trabalho, diga-se, terá que trabalhar por dois, recebendo o salário de um;
3) Algumas funções são ótimas para serem desenvolvidas por pessoas mais experientes, mas não todas;
4) O servidor mais idoso, geralmente e merecidamente ganha bem mais, pois ao longo da carreira batalhou para conseguir seu salário com todas as incorporações que eram possíveis, só que agora, não devolve em forma de trabalho o equivalente, ou seja, produz pouco e ganha muito, além de ocupar o lugar que poderia ser de alguém que tem condições fisicas de trabalhar muito.

Não acho que seja desta forma em todas funções. Não mesmo! Em muitas delas, seria ótimo e outras seria péssimo. Manter estruturas que não dão certo por mais cinco anos!!! A quem de fato isso vai beneficiar, de fato?





terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Simplicidade

Sr. João é uma figura de 80 anos, que no alto da sua sabedoria já não se preocupa muito com nada.
Como tem dores pelo corpo e resolveu ouvir o médico desta vez, foi lá fazer a tal da hidroginástica.
Chegando lá, encontrou várias possíveis amizades, todas mais ou menos na sua faixa etária.
Exercício para cá, exercício para lá, o "Seu Jão" caiu no meio da psicina.
Braços aqui, braços lá, pegaram o Seu Jão e o trouxeram para cima.
Qualquer adolescente ficaria roxo, mas não o Seu Jão! Ah que nada, ele lascou gargalhada daqui e gargalhada de lá, dizendo que tinha escorregado.
Seu Jão não sabia nadar, mas era só um pequeno detalhe para quem estava dentro de uma piscina gigante.
E as amigas do Seu Jão prontamente resolveram a situação com apenas um conselho: usar meias, que eram muito úteis dentro da piscina, evitando escorregamento.
Seu Jão achou o conselho muito útil. Na próxima semana, ele veio com uma novidade, abriu sua mochilinha, pegou as meias e tibum dentro da piscina.
Exercício para cá, exercício para lá, lá vai Seu João, de novo!, para baixo d'água.
Mãos para cá, mãos para lá, e tome Seu Jão para cima de novo.
E de quando em quando não é que o homem dava uma cambaleada para cá, outra para lá....
A professora, muito receosa de um afogamento, chamou Seu João para o canto e perguntou como estavam as coisas, agora com a meia.
Seu Jão falou que continuava escorregando.
A professora achou meio estranho, mas pediu para ver a meia.
Prontamente, o Seu Jão, com a ajuda das amigas, deu um chute pro alto e lá estava a situação mais bizarra....a meia social do Seu Jão pro alto, bem no meio da piscina.
Foi um silêncio muito interessante...a vontade de rir combinada com o respeito à simplicidade!
Até que as amigas disseram pro Seu Jão que era melhor, naquele caso, arrancar a meia.
O homem não se deu por vencido, devagar, chegou à beiradinha da piscina e tum, arrancou a maldita, fez duas bolinhas e jogou o trem na beira da piscina.
Para comemorar, o Seu Jão deu outra sumida dentro da água...mas isso é uma outra história!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Uma voz no grande tumulto

As pequenas coisas no dia-a-dia fazem toda a diferença.
Um olhar carinhoso ou sensual, capaz de transformar um dia.
Uma gentileza como subir a caixa em cima do armário,
Preparar uma comida para o ser que você ama,
Ter tempo para ver e ouvir,
Ter coração suficiente para entender que a pessoa que está ao seu lado, escolheu estar ali e só por isso deveria ser tratada como prioridade e não como última opção,
Que magoar um coração leva um segundo,
Que os horários devem ser ajustados de comum acordo e não fazer que tudo orbite ao seu redor,
Que uma alma feliz é muito mais solta,
Que os finais de semana são preciosos e há vontades que podem ser atendidas, ainda que de vez em quando...
Que a rotina pode ser quebrada com pequenas coisas
E que quando menos parece você está igualzinho ao seu pior pesadelo.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Chile

Viajar é sempre uma experiência fascinante!
Se você pretende ir ao Chile, aí vão algumas dicas:
1) Não use táxi.  Os taxistas não são confiáveis, se precisar muito de um, peça no seu hotel e combine o preço antes de entrar no veículo! Existe uma empresa muito confiável chamada Transvip, se precisar pegar vã ou táxi dirija-se ao balcão dela no aeroporto.
2) Não vá pensando que você vai se virar bem no portunhol! Não vai, eles não são muito fãs de brasileiros, falam muito rápido e é quase incompreensível o que dizem. Mas se você é fluente em inglês, vá sem medo!
2) Se estiver em Santiago, use o ônibus Turistik no primeiro dia da sua viagem. Os ingressos não são caros e você pode ver todos os pontos turísticos principais da cidade. Você pega o ônibus em um ponto específico e pode descer em qualquer outro ponto turístico, ficar por lá e depois pegar o ônibus de volta até certo horário. Ah, mas precisa comprar o bilhete certo para isso!
3) Se gosta de museus, não deixe de visitá-los, são bem cuidados e vale muito a pena!
4) É frio!!!! Leve roupas de inverno! A temperatura em abril chegou a 9 graus!
5) Viña del mar e Valparaíso merecem uma visita! Em Valparaíso há a casa de Pablo Neruda, La Sebastiana, que tem uma das vistas mais lindas para o mar! Além de todo o histórico do escritor !!!!!
6) Leve pesos chilenos, é mais prático! Mas não se esqueça dos dólares para o Dutty Free.
7) Visite uma vinícola, é um passeio maravilhoso. Estivemos na Concha Y Toro, você vai degustar três tipos de vinhos, e com certeza, vai querer levar para casa!
8) Se você gosta de jóia existe uma pedra específica que é vendida lá: lápis-lazuli. É linda e é mais barata do que no Brasil!
E boa viagem!!!!!!